Telescópios ganham sua maior atualização em séculos

O principal objetivo de um telescópio não é atingir grandes ampliações, como muitas pessoas acham, e sim coletar luz.

Assim como nossos olhos, os telescópios tem a finalidade de coletar luz e converter em imagens, o princípio é basicamente o mesmo, ou seja, quanto maior o telescópio mais luz ele irá captar e mais “longe” nós iremos enxergar. Por isso que com um simples binóculo nós já conseguimos ver estrelas no céu que não conseguimos a olho nú, pois estamos captando mais luz que nossos olhos são capazes.

Independente do tipo de telescópio (refrator, refletor, entre outros que iremos abordar em breve neste site), tamanho, e se é um telescópio amador, profissional ou até espacial todos eles funcionam praticamente do mesmo jeito a séculos. Desde Galileu, e posteriormente Newton, pouca coisa mudou em relação a captação de luz, claro que houve avanços enormes na tecnologia, tipos de lentes e espelhos e outras evoluções que levaram ao telescópio moderno que temos hoje, mas o princípio básico é o mesmo: Captar luz através de refração e/ou reflexão e convergir essa luz em um ponto para formar uma imagem.

Porém temos a change de ver uma revolução nos telescópios que não vemos desde séculos atrás. Engenheiros da Lockheed Martin (Uma empresa aero-espacial americana) desenvolveram uma nova forma de captar luz, que irá reduzir drasticamente o tamanho dos telescópios. O SPIDER (do inglês Segmented Planar Imaging Detector for Electro-optical Reconnaissance) dispensa as lentes e espelhos que temos hoje, em vez disso são utilizadas centenas, ou milhares, de micro lentes. Cada uma dessas lentes captura a luz, que é armazenada em um chip de silicone, toda essa luz, posteriormente, é combinada de uma forma que possa ser interpretada por sensores simples, como o que temos nas câmeras dos nossos celulares. Por fim toda a informação nesses sensores é processada em uma imagem no computador

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Foto: Lockheed Martin

Toda a operação realizada com a luz é feita pelos circuitos, diferentemente dos telescópios convencionais onde a luz fica sendo refletida ou refratada até convergir em um ponto, isso reduz o tamanho do telescópio. No fim o diâmetro de um telescópio SPIDER teria que ser o mesmo de um telescópio convencional, afinal é necessário capturar a luz e quando maior a superfície captadora mas luz o telescópio irá receber. Porém, como toda a luz é processada pelos chips e sensores em um circuito, o telescópio será muito mais “fino” (como na imagem acima).

A empresa afirma ainda que o SPIDER tem diversos usos comerciais e de defesa. Como a Lockheed Martin é primariamente uma empresa de defesa americana vamos torcer para que essa tecnologia seja utilizada para avançar a ciência e não em armas ou tecnologias militares, e quem sabe um dia chegar nos nossos telescópios convencionais.

lockheed1_3557110b.jpg

Foto: Lockheed Martin

Fonte: Telegraph

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3 respostas em “Telescópios ganham sua maior atualização em séculos

  1. Top!!
    Acredito que seja mais fácil construir telescópios gigantes, principalmente para os teles espaciais. Sabemos da limitação do tamanho do espelho por conta da fabricação, manutenção etc…
    Vamos torcer para que esse projeto saia do papel!

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